O projeto do Gapsar é desenvolver um vinho de qualidade com respeito ao meio ambiente numa região brasileira em plena expansão vitícola.
Ele procurou os melhores vinhedos para produzir um vinho sustentável, o mais natural possível.

Gaspar passou meses e meses percorrendo toda a Campanha Gaúcha, e achou finalmente 4 pequenos produtores para participar deste projeto:

  • A alma do projeto, Isodoro Evangelho, produz um hectare de Merlot.
  • Logo depois, ele escolheu o Teroldego na videira de Pedro Dirceu, para realizar o Terroir de Rosé, fresco e frutado.

Para o Terroir de Rouge,

  • Ele encontrou Anthony Darricarrère, num vinhedo de Cabernet Sauvignon com o esperito francês.
  • Mas próximo da fronteira do Uruguay, na videira do Claudio Ecostelguy, ele achou uma uva bem especifica: o Arinarnoa, originaria do pais Basco.

Com esses produtores, Gaspar queria trazer a sua experiência das videiras francesas, seu savoir-faire. Ele ajuda eles com uma consultoria técnica para realizar uma produção de vinho sustentável que, diferentemente dos grandes produtores de uva, deverá ter valor agregado à qualidade e não à quantidade.

“Iniciativas locais com foco em ecologia e responsabilidade social podem se constituir em importante ferramenta para influenciar o consumo na escolha de determinado produto”. Em 2014, ele conseguiu realizar o sonho dele : desenvolver o seu próprio vinho sustentável no solo brasileiro.

Vinhos com desenvolvimento sustentável

O PROJETO BASEA-SE NOS TRÊS EIXOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL:

  • Ecologicamente correto
  • Socialmente justo
  • Economicamente viável

ECOLOGICAMENTE CORRETO

Em parceria com a Embrapa Uvas e Vinho de Bento Gonçalves e com o apoio das Universidades de Geisenheim, na Alemanha e de Lisboa, no Portugal, e da Escola SupAgro de Montpellier, o produtor procurou a localização mais adequada para a implantação de um vinhedo no objetivo de produzir um vinho de qualidade superior.

A pesquisa da localização mais adequada é o resultado de um estudo meteorológico. Este estudo reúne 39 anos de observação da umidade relativa do ar, somas dos dias de frio (para levantar a dormência), amplitudes térmicas, temperaturas minimas e máximas, geadas tardias, períodos de chuva, possibilidade de estresse hídrico, horas de ensoleiramento e o estudo dos ventos dominantes nas principais regiões brasileiras.

Essa pesquisa permitiu definir uma região onde o uso de agrotóxicos contra doenças criptogâmicas pode ser limitado ao máximo, e onde não se faz necessário o uso de cianamida de hidrogeno (Dormex) para levantar a dormência. Assim, completada por uma analise pedológica, essa pesquisa permitiu definir a região ideal para a produção de um vinho de qualidade superior.

Do ponto de vista ambiental, a região selecionada pertence a um ecossistema chamado BioPampa ou Pampa Gaúcha. Esse ecossistema caracteriza-se por grandes planícies e um bioma único. A palavra Pampa é um termo indígena que significa “região plana”. Esta região localiza-se acima do Aquífero Guarani, segunda maior reserva de água doce no mundo.

Assim, a gestão dos vinhedos procura a agricultura razoada para evoluir para a agricultura orgânica. De fato, essa região é a unica do Brasil aproduzir vinhos orgânicos.

A escolha da região e o modo de gestão do vinhedo procuram o maior respeito ambiental possível.

SOCIALMENTE JUSTO

No seu aspeto social, este projeto procura o desenvolvimento agrícola pela viticultura. Ele se divide em dois: a implantação de um vinhedo próprio e a implementação de pequenas videiras oriundas da agricultura familiar da região.

O vinhedo próprio tem por objetivo garantir os áleas de produção e servir de modelo e laboratório para o cultivo das uvas. Esse vinhedo procura atender os requisitos do Comercio Justo, promovendo o encontro de produtores responsáveis com consumidores éticos.

Referente à agricultura familiar, a Vinhetica procura formar, orientar e acompanhar os pequenos produtores, no objetivo de garantir a qualidade e transferência de tecnologias alem de proporcionar uma nova fonte de renda aos agricultores pela diversificação das culturas. Contratos de longo prazo garantem uma verdadeira parceria, onde o compromisso com a qualidade é assumido por todos os atores do projeto.

ECONOMICAMENTE VIÁVEL

Do ponto de vista econômico, as visitas de adegas produzindo vinho ético, seja no Chile ou na Africa do Sul, comprovaram que esse tipo de vinho posiciona-se num mercado em plena expansão, onde a demanda é maior que a oferta. Nos países da Europa do Norte (incluindo a Alemanha), a procura por vinhos éticos esta crescendo exponencialmente. No mercado nacional, o crescimento da economia e da classe media permitem considerar um crescimento sensível do consumo de vinho.